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Trilhas de Capacitação

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Liderança, Carga de Trabalho e Autonomia em Silvicultura e Exploração Florestal

Propósito

Apoiar lideranças na organização da carga de trabalho, no diálogo responsável e na construção de autonomia com clareza de prioridades em Silvicultura e Exploração Florestal.

Plano de transferência para o trabalho

  • Em até 30 dias: selecionar uma equipe, rotina ou processo para observar a distribuição de demandas, prioridades e pontos de sobrecarga.
  • Em até 60 dias: realizar uma conversa estruturada de alinhamento sobre prioridades, limites e apoios necessários.
  • Em até 90 dias: acompanhar um ajuste de rotina, delegação ou comunicação e registrar seus aprendizados para a equipe.

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Liderança, Carga de Trabalho e Autonomia em Silvicultura e Exploração Florestal
Visão geral
Aprendizagem
Programa

Propósito

Apoiar lideranças na organização da carga de trabalho, no diálogo responsável e na construção de autonomia com clareza de prioridades em Silvicultura e Exploração Florestal.

Público-alvo

gerentes florestais, supervisores de colheita/plantio/mecanização, engenheiros florestais de campo, encarregados de turmas e fiscais de contratos terceirizados da silvicultura

Pré-requisitos

nenhum pré-requisito específico; voltado a lideranças e supervisores de operações florestais, harvester e silvicultura manual

Ao final do curso, a pessoa participante será capaz de:

  1. Mapear vetores de estresse no campo (quebras de máquinas, intempéries) e dimensionar turmas sustentáveis (NR-31.4).
  2. Fiscalizar terceirizados florestais (NR-1.5.8) garantindo SST e eliminando cobranças coercitivas.
  3. Aplicar os pilares da Comunicação Não-Violenta (CNV) nos DDSs do talhão e mediar conflitos nos alojamentos.
  4. Aplicar listas de verificação de prontidão para o trabalho (Fit-for-Duty) em operados de harvester/motosserra.
  5. Implementar a Cultura Justa (Just Culture) tratando quase-acidentes sem busca por culpados.
  6. Estruturar o retorno ao trabalho (Return to Work) pós-afastamento por saúde mental com o SESMT/PCMSO (NR-7).

Metodologia e recursos

Estratégias metodológicas

O curso adota metodologia andragógica e participativa, combinando estudos de caso florestais, simulações de DDS itinerante no eito, treinos de avaliação de prontidão (Fit-for-Duty), dinâmicas de investigação sob a Cultura Justa e oficinas da NR-31.

Recursos necessários

  • Sala de treinamento do módulo florestal/fazenda ou ambiente virtual interativo.
  • Tabelas de pausas da NR-31.8 e formulários de avaliação Fit-for-Duty.
  • Cartilhas ilustradas sobre Cultura Justa (Just Culture), CNV no campo, NR-31 e gestão de terceirizados (NR-1).
  • Guia do serviço de medicina do trabalho/SESMT florestal.

Etapa 1 — Mapeamento de Sobrecargas e Estressores na Gestão Operacional Florestal

Objetivo da etapa: Dimensionar frentes de colheita e plantio alinhando produtividade à capacidade humana (NR-31) e gerir terceirizados.

Passo 1.1 — Identificação dos vetores de estresse na gestão de equipes rurais

  • Análise do impacto de metas de corte, quebras de máquinas e intempéries. Aplicação da NR-31.4 para evitar jornadas excessivas.

Passo 1.2 — Avaliação da carga de trabalho psíquica versus capacidade operacional

  • Metodologia para dimensionar turmas de silvicultura e colheita alinhando a produtividade à capacidade humana sustentável.

Passo 1.3 — Gestão de contratos terceirizados sem geração de passivo psicossocial

  • Supervisão técnica de terceirizados florestais garantindo SST (NR-1.5.8 e NR-31) sem práticas coercitivas.

Atividade da Etapa: Mapeamento de gargalos de produção no talhão e redesenho do dimensionamento de equipe de colheita.

Evidência de aprendizagem: Tabela de dimensionamento ergonômico de frentes florestais e diretriz de gestão de terceirizados (NR-1).

Etapa 2 — Comunicação Não-Violenta (CNV) e Escuta Ativa nas Frentes Itinerantes

Objetivo da etapa: Aplicar CNV nos DDSs itinerantes e mediar conflitos decorrentes do confinamento em alojamentos.

Passo 2.1 — Princípios da Comunicação Não-Violenta (CNV) aplicados ao campo

  • Substituição da gestão coercitiva por abordagens com observações objetivas e necessidades. Feedback com CNV no DDS do talhão.

Passo 2.2 — Prática da escuta ativa em condições florestais adversas

  • Escuta real de queixas sobre instalações de vivência, poeira, calor e cansaço acumulado, validando preocupações antes de cobrar resultados.

Passo 2.3 — Desmobilização de conflitos interpessoais nas turmas de trabalho

  • Resolução de atritos do confinamento em alojamentos e disputas por produtividade na colheita.

Atividade da Etapa: Dramatização de resolução de conflito de alojamento entre turmas de silvicultura usando a CNV.

Evidência de aprendizagem: Roteiro de DDS com CNV para talhões florestais e protocolo de resolução de conflitos de alojamento.

Etapa 3 — Identificação Precoce de Burnout, Fadiga Crônica e Sinais de Sofrimento

Objetivo da etapa: Mapear sinais de sofrimento no talhão e aplicar o teste de prontidão (Fit-for-Duty) antes da motosserra/harvester.

Passo 3.1 — Matriz de sinalização de sofrimento psíquico no campo

  • Reconhecimento de alterações: irritabilidade, isolamento, quedas de produtividade e erros na operação de motosserras/máquinas.

Passo 3.2 — Monitoramento da mão de obra quanto à fadiga operacional

  • Acompanhamento dos limites da NR-31.8 e aplicação de testes de prontidão (Fit-for-Duty) antes de atividades de alto risco.

Passo 3.3 — Protocolo de encaminhamento de casos críticos ao SESMT/PCMSO (NR-7)

  • Atuação discreta no encaminhamento do colaborador em crise de ansiedade ou burnout ao Médico do Trabalho (NR-7) sem exposição.

Atividade da Etapa: Aplicação simulada do teste de prontidão Fit-for-Duty a operador de harvester e fluxo de encaminhamento do PCMSO.

Evidência de aprendizagem: Ficha de avaliação Fit-for-Duty para operadores florestais e protocolo de encaminhamento ao PCMSO.

Etapa 4 — Transição do Controle Punitivo para a Liderança Mentora e Parceria com CIPATR

Objetivo da etapa: Adotar a Cultura Justa (Just Culture) no tratamento de quase-acidentes e atuar com a CIPATR (NR-31.7).

Passo 4.1 — Desconstrução da cultura do medo e da punição

  • Entendimento da Cultura Justa (Just Culture): diferenciar desvios intencionais de erros causados por fadiga. Tratar quase-acidentes no PGR (NR-1.5.5).

Passo 4.2 — Liderança exemplo no cumprimento das NRs (NR-6, NR-31)

  • Exemplo no uso de EPIs (perneiras, capacete de viseira), respeito ao Direito de Recusa e pausas da NR-31.

Passo 4.3 — Atuação conjunta com a CIPATR (NR-31.7 / NR-5)

  • Integração dos supervisores com a CIPATR para melhorias rápidas nas áreas de vivência móveis e refeição.

Atividade da Etapa: Análise de quase-acidente na colheita mecanizada usando a árvore da Cultura Justa e plano de ação com a CIPATR.

Evidência de aprendizagem: Relatório de investigação sob a Cultura Justa e plano de melhorias de vivência para a CIPATR.

Etapa 5 — Articulação com SESMT/RH e Redesenho de Processos de Trabalho

Objetivo da etapa: Realizar o redesenho ergonômico de rotas no talhão e estruturar o retorno ao trabalho (Return to Work) pós-licença.

Passo 5.1 — Reuniões periódicas de alinhamento psicossocial (Liderança + SESMT)

  • Análise de causas de absenteísmo alimentando o PGR (NR-1) e PCMSO (NR-7) com dados de campo.

Passo 5.2 — Redesenho ergonômico e organizacional da tarefa

  • Rotação de funções na silvicultura manual e ajuste na velocidade de avanço da colheita mecanizada.

Passo 5.3 — Gestão da mudança e apoio na reintegração de trabalhadores

  • Protocolo de acolhimento e readaptação gradativa no retorno de licenças médicas por transtornos mentais (NR-7.5.3).

Atividade da Etapa: Elaboração do plano de readaptação gradativa para operador de harvester em retorno de licença médica (Return to Work).

Evidência de aprendizagem: Plano de Return to Work para operacionais florestais e relatório de revisão do PGR (NR-1).

Consiste no desenvolvimento individual do Plano de Liderança Mentora e Gestão Humana no Talhão Florestal. O supervisor/gerente florestal elaborará o plano de dimensionamento ergonômico de frentes de colheita (NR-31), definirá o roteiro de DDS itinerante com CNV, simulará a aplicação da triagem de prontidão (Fit-for-Duty) antes do uso de motosserras/harvesters, aplicará a árvore da Cultura Justa a um quase-acidente no talhão e estruturará o plano de reintegração (Return to Work) com a CIPATR e PCMSO (NR-5/NR-7).

Avaliação

Avaliação da aprendizagem

A avaliação é formativa, considerando a exatidão do plano de dimensionamento de frentes da NR-31, a aplicação do teste Fit-for-Duty para máquinas florestais e a consistência do plano de reintegração (Return to Work) no PCMSO (NR-7).

Distribuição sugerida da carga horária

  • Etapa 1 — Mapeamento de Sobrecargas e Estressores na Gestão Operacional Florestal: 3 horas
  • Etapa 2 — Comunicação Não-Violenta (CNV) e Escuta Ativa nas Frentes Itinerantes: 3 horas
  • Etapa 3 — Identificação Precoce de Burnout, Fadiga Crônica e Sinais de Sofrimento: 4 horas
  • Etapa 4 — Transição do Controle Punitivo para a Liderança Mentora e Parceria com CIPATR: 3 horas
  • Etapa 5 — Articulação com SESMT/RH e Redesenho de Processos de Trabalho: 2 horas
  • Elaboração do Projeto Aplicado: 1 hora
  • Carga horária total: 16 horas

Facilitação

Perfil recomendado da pessoa facilitadora

Profissional com formação em Engenharia Florestal, Segurança do Trabalho Rural, Medicina do Trabalho ou Psicologia Organizacional, com experiência em colheita e silvicultura mecanizada/manual, domínio da NR-31 e Cultura Justa.

Indicadores de sucesso

  • Taxa de conclusão do treinamento igual ou superior a 90%.
  • Aplicação de 100% da avaliação Fit-for-Duty antes do manuseio de motosserras e colheitadeiras.
  • Eliminação de acidentes fatais ou graves no corte e derrubada de árvores por fadiga.
  • Melhora comprovada no clima dos alojamentos e áreas de vivência móveis.

Plano de transferência para o trabalho

  • Em até 30 dias: selecionar uma equipe, rotina ou processo para observar a distribuição de demandas, prioridades e pontos de sobrecarga.
  • Em até 60 dias: realizar uma conversa estruturada de alinhamento sobre prioridades, limites e apoios necessários.
  • Em até 90 dias: acompanhar um ajuste de rotina, delegação ou comunicação e registrar seus aprendizados para a equipe.

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